Jornal o Dia – Março de 2012

Planos de saúde ficaram 7,54% mais caros para o brasileiro em 2011, segundo o acompanhamento do IBGE. Para tentar baratear a despesa, muitos usuários vêm aderindo aos cartões de descontos oferecidos por novas redes de saúde. O serviço é vendido em farmácias e cobre consultas e exames com hora marcada. No entanto, especialistas apontam que essa opção pode oferecer riscos e deixar a pessoa na mão.

A advogada Melissa Areal Pires, especialista em Direito na área de Saúde, explica como funcionam os cartões de desconto: “Cooperativas oferecem em farmácias. O consumidor paga mensalidade para estar incluído e usufruir os descontos em consultas e exames. Contudo, eles podem não garantir o atendimento que o cliente precisa. Estes cartões podem negar cirurgias, operações ou até pós-operatório. Entendendo como uma propaganda enganosa”.

Segundo Melissa, as cooperativas passam a ideia de que o consumidor terá acesso integral aos médicos, mas não é isso que acontece. Por ocasião de processos mais complexos e emergências, o atendimento pode não estar incluído, surpreendendo o consumidor que tem urgência.

Ela ainda alerta: “A Agência Nacional de Saúde desaconselha essa prática médica. A ANS proíbe esse tipo de venda pelas operadoras de saúde registradas”. Segundo a especialista, profissionais oferecidos por essas novas cooperativas, provavelmente, devem ter qualificado duvidosa, “Essa comercialização viola o Código de Ética Médica. É preciso confiar no profissional que contrata”, diz.

Na hora de escolher uma opção de assistência à saúde, Melissa sugere uma análise das necessidades. “O consumidor deve saber o que realmente precisa, avaliar com calma e pedir contrato, para saber quais são seus direitos e obrigações”, explica.

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