Saúde Financeira: mercado imobiliário em alta

Segundo o índice FipeZAP – indicador de preços de imóveis –, o mercado imobiliário nacional continua aquecido. Os preços no Brasil valorizaram 47,9% de agosto de 2010 a junho de 2012, de acordo com o indicador.

Ao perceber o mercado imobiliário aquecido, muitas pessoas se perguntam se é o momento de comprar um segundo imóvel como investimento.  Para Alex Strotbek, consultor imobiliário do Areal Pires Advogados Associados, escritório localizado no Rio de Janeiro que atua na área de Direito Imobiliário, “algumas situações como a facilidade de crédito bancário e os programas do governo colaboraram para essa ‘valorização’. Outro ponto foi a questão da mão de obra, que encareceu o negócio, deixando o preço final mais caro”.

O consultor completa que é preciso entender o motivo do percentual alto. “Em minha opinião, os imóveis no Brasil tiveram uma recuperação de preço e não exatamente uma valorização. Os números não são fictícios, mas a leitura precisa ser cuidadosa para não gerar falsas expectativas ao investidor. Não se pode ser aventureiro ao pensar em investir em imóvel. Vale procurar um especialista e receber orientações”, sugere Strotbek.

Marcelo D´Agosto, economista que assina o blog Consultor Financeiro, do Valor Econômico, diz concordar que investir em imóvel é complexo e deve ser realizado por quem conhece o assunto. “As cidades se transformam e causam impacto no investimento. Se uma compra de imóvel for reduzir um custo fixo, vale o negócio. Mas é preciso calcular para se certificar. Comprar como investimento para ter uma renda a mais me parece arriscado. O imóvel pode gerar despesas, ficar vazio, precisar de reformas etc”, comenta.

Especialistas sugerem cuidados

Haroldo Monteiro, coordenador do MBA em Finanças da Universidade Veiga de Almeida (UVA), afirma que para se investir em imóveis alguns cuidados devem ser tomados. Quando compra um imóvel, o indivíduo assume custos de transação, taxas, como Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e, ainda, gastos com manutenção.

“Claro que algumas situações, como o bairro em que está comprando e o preço inicial investido, influenciam na decisão de investimento.  Um ponto contra é a liquidez, pois caso o investidor precise do dinheiro em um curto espaço de tempo, talvez tenha que aceitar um preço mais baixo na venda. Portanto, salvo algumas situações especiais, investir em imóveis, em comparação com outros investimentos, não é grande uma vantagem”, afirma Monteiro.

Sobre o momento do mercado imobiliário, o consultor Alex Strotbek comenta que existe uma expectativa de vendas altas, mas que o comprador já não está respondendo na mesma sintonia. “As vendas já não estão tão aquecidas. Claro que, cada região do país tem uma realidade. Brasília tem o metro quadrado mais caro e permanecerá assim, com preço alto. São Paulo, por sua vez, já sofreu uma acomodação. Então, analisar em qual região se pretende investir é fundamental”, orienta Strotbek.

Para ler esta matéria no site da Caixa de Previdência, clique aqui.

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