Planos de saúde estão entre as principais reclamações no Procon

Planos de saúde ficaram em sexto lugar no ranking de reclamações.
Especialista de Rio Preto dá dica na hora de contratar um plano.

Os planos de saúde são alvo de muitas reclamações. O setor está na lista vermelha do Procon e é um dos 10 serviços que mais dão problemas aos usuários. Demora no agendamento de consultas, falta de cobertura e período de carência são alguns exemplos que deixam os pacientes irritados.

De acordo com o Procon, no balanço do primeiro semestre, os planos de saúde ficaram em sexto lugar no ranking de reclamações. Passaram de 6.100 no ano passado para 6.500 neste ano (janeiro a julho). O número de usuários tem aumentado também. No último ano o crescimento foi de 2% e hoje quase 48 milhões de pessoas têm plano de saúde no país. E muita gente está insatisfeita com o serviço que paga.

O advogado Domingos Narciso, especialista em direito do consumidor, afirma que o plano de saúde é obrigado a fornecer todas as informações que o paciente necessitar. “Com a nova legislação, o consumidor pode pedir a negativa do plano de saúde. Se ele não quer atender, ele precisa dar uma informação correta, por escrito. E o plano não quer fazer isso porque pode sofrer uma punição”, diz.

As dores no punho estão se tornando insuportáveis para a vendedora Camila Costa, de São José do Rio Preto (SP). A inflamação da tendinite só pode ser tratada com um procedimento que depende de internação hospitalar, mas isso o plano de saúde ainda não cobre por causa do período de carência. “Até concordo com a carência, mas em termo de urgência acho errado isso, se eu for internar precisa ser pelo SUS ou particular”, afirma a vendedora.

Os laudos fornecidos por médicos durante as consultas atestam que o caso é de urgência, o que garantiria cobertura pelo plano mesmo no período de carência, mas o hospital não aceita o caso como urgência nem emergência.

O hospital também não fornece um documento que comprove a negativa no atendimento. O único papel dado pelo plano foi o de agradecendo o contato e com um número de protocolo. Eles chegaram a fazer um boletim de ocorrência e o próximo passo será procurar um advogado. A assessoria da Unimed informou que não reconhece o caso da Camila, como urgência e emergência e por isso não liberou vaga para internação.

A auxiliar de limpeza Marilene Camilo já pagou por um plano de saúde, mas desistiu e cancelou o contrato. Ela teve dificuldades na maioria das vezes que precisou usar o serviço. “Falavam uma coisa e na hora de fazer era outra. Alguns exames tinham de pagar por fora”, diz a auxiliar de limpeza.

A reclamação da dona de casa Sandra Cruz de Oliveira é também a da maioria dos conveniados: demora para agendar consultas médicas. “Sempre é a secretária dizendo que não tem horário no momento e tem de aguardar até quatro meses. Mas oferecem para pagar a parte, um certo valor, para agilizar”, afirma.

A assessoria do Bensaúde, onde a Sandra teve dificuldades para agendar com um ortopedista, informou que o prazo para consultas é de 14 dias. Se o profissional desejado não tem horário o paciente deve ligar na ouvidoria para ser encaminhado ao outro médico conveniado. Existem 42 ortopedistas credenciados hoje no plano.

Além dessa queixa, os usuários reclamam também do período de carência, mas pelo menos esta imposição é permitida por lei. A orientação é para que o usuário busque o máximo de informações antes de fechar negócio.

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