Plano de saúde coparticipativo pode pesar mais no bolso que o integral, alerta PROTESTE

Idosos e portadores de doenças preexistentes devem fugir dessa modalidade.

Optar por um plano de saúde coparticipativo pode pesar mais no bolso do que manter um da modalidade integral, constatou estudo da PROTESTE Associação de Consumidores. Apesar da mensalidade mais em conta, o barato pode sair caro nos meses em que o consumidor precisar de consultas e exames médicos.

Por exemplo, em simulação feita pela PROTESTE de uma mulher de 65 anos que fizer uma tomografia e uma ressonância, pagará R$ 390 além da mensalidade, no coparticipativo. A dúvida sobre quanto pagar no final do mês é o que torna esse plano desaconselhável. Afinal, não temos como prever quando adoeceremos.

É preciso atenção redobrada com plano coparticipativo coletivo, em que o reajuste da mensalidade não precisa de autorização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e não tem percentual máximo definido. Nesses casos, além de pagar as taxas de coparticipação, será preciso arcar com reajustes que costumam ser altos.

Idosos e portadores de doenças preexistentes devem fugir dos planos coparticipativos. Como a probabilidade de usá-lo é maior, é grande a chance de que o valor pago no final do mês ultrapasse o que seria gasto com a mensalidade de um integral.

Embora as duas modalidades de planos sejam regulamentadas e fiscalizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e ofereçam as mesmas coberturas, a grande questão está no valor final a se pagar. No plano integral (individual ou familiar), a mensalidade tem um valor fixo. E na hora de utilizar os serviços médicos (consultas, urgências, exames simples e especializados e internação hospitalar), o consumidor não desembolsa nem um centavo a mais.

Já no coparticipativo, além do valor da mensalidade, será preciso pagar uma taxa cada vez que usar um desses serviços. Essa taxa de coparticipação pode ser um valor fixo ou um percentual em procedimentos como consultas, urgências médicas, exames (simples ou especializados) e internações.

Dependendo do plano coparticipativo contratado, o extra não será cobrado em todos os procedimentos. Há operadoras que não cobram em consultas de emergência ou em internações. Ainda assim, o problema é: em geral, quem tem um plano coparticipativo vai pagar algo além da mensalidade.

Nos cenários do estudo, foram simulados os casos de uma jovem de 25 anos e de uma senhora de 65 anos com planos individuais integrais e o de uma família com plano familiar integral, comparando quanto desembolsariam nas duas modalidades.

Fizeram parte do estudo os planos: Assim (Rio de Janeiro), Unimeds de Curitiba, Fortaleza, Goiânia e São Francisco (interior de São Paulo).

Plano individual: Ana, 25 anos, do Rio de Janeiro – ela fez o plano Assim Completo com coparticipação (R$ 272 ao mês). Ela precisou de uma consulta de emergência (R$ 15) e, depois, de uma consulta com gastro (R$ 10), que lhe solicitou dois exames (ao todo, R$ 30). Neste mês, a fatura do plano foi de R$ 327. Se ela tivesse o plano integral da Assim, teria pagado R$ 278 e poupado R$ 49.

Plano individual: Rita, 65 anos – moradora de Ribeirão Preto em São Paulo. Ela tem o plano São Francisco (pleno com coparticipação de 20%), pelo qual paga R$ 1.008. Quando precisou fazer uma tomografia (R$ 150) e uma ressonância magnética (R$ 240), o custo mensal subiu para R$ 1.398 devido a taxa de coparticipação nestes exames. Caso o seu plano fosse integral (São Francisco Plano Pleno Total), ela sempre gastaria por mês R$ 1.188. Rita teria poupado R$ 210.

Plano familiar: Ney, 55 anos; Teresa, 46 anos; Bruno, 19 anos. Ney fez o plano Unimed Goiânia (Unifamília coparticipativo 30%), incluindo a esposa e o filho (R$ 904 por mês). Quando precisaram de três consultas (R$ 135 ao todo) e quatro exames especializados (R$ 360 ao todo), a mensalidade foi para R$ 1.399. Se tivessem o integral Unimed Goiânia (Unifamília), o valor mensal seria de R$ 1.234. Ney teria poupado R$ 165.

Para o estudo comparativo, a PROTESTE coletou em setembro último dados das operadoras de planos de saúde e dos corretores, levantando preços de 13 planos de cinco operadoras. Foram simulados o uso dos planos em três cenários (dois planos individuais e um familiar).

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