Comprar imóvel no exterior requer atenção além do câmbio; veja dicas

A maior procura dos investidores do Brasil é por casas ou apartamentos nos Estados Unidos e em países da Europa, como Portugal e Inglaterra

Comprar ou financiar um imóvel no exterior requer cuidados que vão além da variação cambial. O comprador brasileiro também deve entender muito bem as regras de financiamento em cada país, checar atentamente os aspectos legais e os encargos de cada lugar, além da precaução na contratação de profissionais para viabilizar o negócio, segundo os especialistas ouvidos pelo ZAP Imóveis.

A maior procura dos investidores do Brasil são por imóveis nos Estados Unidos, em cidades como Orlando, Miami e Nova York, e em países da Europa (Fotos: Banco de Imagens / Think Stock)
Em geral, os brasileiros optam por um negócio em território estrangeiro devido, principalmente, a dois aspectos: ter uma segunda moradia ou atuar como investidor, para realizar a venda do bem após uma determinada valorização.

A maior procura dos investidores do Brasil é por casas ou apartamentos nos Estados Unidos, em cidades como Orlando, Miami e Nova York, e em países da Europa, como Portugal e Inglaterra.

“Vale muito a pena financeiramente comprar um imóvel no exterior, desde que não seja de forma compulsiva. Não se deve adquirir um bem pensando somente no seu valor final. É preciso ponderar quais são as expectativas da valorização do imóvel e das despesas em 10 anos, por exemplo”, afirma Ernani Assis, CEO regional da Re/Max Brasil, que tem atuação no mercado europeu e norte-americano.

Ao contrário do que ocorre no Brasil, o pagamento do condomínio do imóvel em Miami, por exemplo, é de responsabilidade do proprietário, assim como o “IPTU” e de outros encargos.

“O mercado americano, por exemplo, está retomando aos poucos sua capacidade de investimentos e, com isso, o mercado imobiliário está aumentando os preços. Isso afeta diretamente os brasileiros que estavam comprando apartamentos em Miami. Agora, o valor pode pesar mais no bolso”, aponta Ligia Mello, sócia e coordenadora de pesquisas da Hibou, empresa especializada em pesquisa de mercado e monitoramento.

O lugar e a cultura do local também geram diferenças na hora de negociar um imóvel. Na Europa, por exemplo, é preciso ter um registro de estrangeiro para se fazer a compra. Além disso, é necessário ter um endereço fixo no Velho Continente, pois não é permitido investidores naquela região.

Já nos Estados Unidos, somente com um passaporte, o brasileiro já tem permissão para fazer uma aquisição ou financiamento. Declarações do imposto de renda, duas cartas bancárias, além da contratação de um contador americano para ser o representante do comprador no negócio, também são exigências que o brasileiro precisa atender.

“Muitos clientes ficam reticentes em comprar um imóvel no exterior. Mas, é um sistema de compra e venda muito seguro. Muitas vezes, percebemos que o brasileiro quer excluir os intermediários da negociação, mas é necessário entender o mercado de cada país”, avalia Edna Batini, proprietária da Vitoria Realty, empresa especializada em vendas e aluguéis de imóveis nos Estados Unidos.

Em países da Europa, como a Inglaterra, é preciso ter um registro de estrangeiro para se fazer a compra. Além disso, é necessário ter um endereço fixo no local
A recomendação é para o comprador brasileiro adquirir um imóvel à vista no exterior, já que poderá ter um ganho de capital mais significativo, em caso de depreciação do real frente ao dólar.

Por exemplo, caso um apartamento custe US$ 300 mil, com o dólar cotado a R$ 2,00, o gasto será de R$ 600 mil pela compra do imóvel. No entanto, se a moeda americana aumentar para R$ 4,00, em virtude de uma depreciação do valor do real frente ao dólar, o preço do imóvel em reais saltará para R$ 1,2 milhão.

“Orientamos as pessoas a optar sempre pelas taxas de juros fixas”, finalizou Edna.

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